Educação Infantil

    OBJETIVOS DA EDUCAÇÃO INFANTIL

    A proposta pedagógica da ESCOLA NOVA VISÃO, leva em conta a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB 9.394/96, a Constituição Brasileira, o Estatuto da Criança e do Adolescente, o disposto nos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN e Deliberação nº 01/99 do Conselho Estadual de Educação de Goiás.

    Embora o Referencial não tenha caráter obrigatório, tem como função subsidiar a elaboração de politicas de educação infantil com vistas à melhoria da qualidade e equalização do atendimento. Se, por um lado, a diversidade é uma marca positiva da realidade nacional, por outro a desigualdade de oportunidades oferecidas às crianças leva à necessidade de ações que busquem a equidade. Neste sentido o MEC, propõe objetivos, conteúdos para as crianças de 0 a 5 anos que frequentam Educação Infantil e demais instituições. O Referencial oferece orientações didáticas para que os educadores possam orientar a sua prática.

    A sua utilização pelos educadores só poderá contribuir para o desenvolvimento afetivo, moral e intelectual das crianças se inserindo em um projeto educativo da instituição na qual haja constante interação entre adultos e crianças. Buscando vínculos afetivos, sendo estáveis ou baseados em relações de confiança mutua, onde só poderá ser transformado em instrumento de ação profissional caso venha a responder as necessidades concretas dos profissionais e resolver problemas relativos aos processos de ensino-aprendizagem e de desenvolvimento moral e afetivo das crianças que frequentam a instituição. Nessa perspectiva, a concepção de desenvolvimento que está na base de sua elaboração, baseia-se na ideia de que as crianças são reais e diversas, têm capacidades de agir sobre o meio em que vivem e aprendem resolvendo problemas juntos e na troca com seus amigos ou através da mediação de informações pelos adultos.

    Os programas de Educação Infantil, ainda que não explicitem, retiram das áreas os conteúdos a serem trabalhados com as crianças. Músicas, desenhos, pinturas, leituras de histórias, situações de aprendizagem de contagens, por exemplo, são temas de áreas específicas. O documento procura deixar claro o vínculo existente entre a área e a atividade, realçando como a criança aprende e quais orientações didáticas são pertinentes a cada conteúdo. Os conteúdos não se restringem àqueles que a escola tradicional valoriza como fatos, conceitos e princípios. O referencial enfatiza os conteúdos ligados ao saber fazer, aos procedimentos que as crianças precisam desenvolver para que possam aprender. Também o desenvolvimento de atitudes aparece no documento como conteúdo a ser trabalhado com as crianças.

    O jogo e brinquedo são duas estratégias educacionais que integram as diversas experiências vivenciadas pelas crianças através da linguagem do brincar. No brincar as crianças podem explorar, imitar, repetir e simbolizar suas vivencias, sejam elas reais ou simbólicas, elaborando-as e compreendendo-as. Através do brinquedo de faz-de-conta, as capacidades simbólicas são desenvolvidas em um tipo de atividade que se restringe às questões e pressões situacionais, permitindo que as crianças desenvolvam sua imaginação e memória. Através do jogo, que nada mais é do que um brinquedo cujas regras são desafio principal as crianças que podem explorar e pesquisar em um ritmo próprio, os conhecimentos trabalhados de forma sistematizada nas diferentes áreas do conhecimento. Há duas possibilidades de atuação educativa junto ao brincar infantil: de um lado, a criação de espaços imaginários, nos quais as crianças possam brincar de faz-de-conta sobre os mais diversos temas e personagens, elaborando segundo suas necessidades emocionais conteúdos dos mais diversos, levantando as mais diferentes hipóteses sobre os mais diversos assuntos; por outro lado, o adulto poderá proporcionar situações de jogos de regras ou de construção nos quais conteúdos de áreas específicas, tais como matemática, escrita, possam ser sistematizados sob a forma de jogo, no qual o caráter indeterminado é excluído.

    A estruturação do espaço, as formas como os materiais estão organizados, a qualidade e adequação dos mesmos são elementos essenciais de um projeto educativo. Espaço físico, materiais, brinquedos, instrumentos sonoros, e mobiliários não devem ser vistos como elementos passivos ou fixos, mas como componentes ativos do processo educacional. Constituem-se em poderosos auxiliares do desenvolvimento infantil.

    A presença de jogos e brinquedos na educação desponta como um dos indicadores para definição de práticas educativas de qualidade. Sabemos que a melhoria da ação educativa não depende exclusivamente da existência desses objetos, mas está condicionada ao uso que os educadores fazem deles junto às crianças com as quais trabalham. Os educadores precisam preparar o ambiente para que as crianças possam aprender de forma ativa na interação com outras crianças e com os adultos e materiais.